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Grande Entrevista Maio 2011
 

Ganga Júnior, director geral de Catoca, fala sobre o momento actual da empresa e perspectiva a Visão de Catoca para os próximos dez ano. A responsabilidade social interna e externa e as parecerias com o governo local também foram passadas em revista nas linhas que se seguem.

Pergunta- Como caracteriza o estado actual da empresa?

Ganga Jr. - Neste momento podemos considerá-la de bom. Em 2010 conseguimos cumprir com as metas que foram estabelecidas. Não obstante os efeitos da crise que assolou o sector diamantífero, cumpriu-se com os objectivos que são os volumes de produção, vendas, resultados, enfim, e os principais indicadores que medem a nossa actividade operacional.

P. Com estas realizações que resultados palpáveis obteve Catoca, já que disse que a empresa esteve bem?

GJ. Os resultados das vendas, líquidos e operacionais.
Tivemos vendas brutas na ordem dos 527 milhões, o lucro operacional de cerca de 200 milhões de dólares e o lucro líquido cifrou-se em 111 milhões de dólares. Isto espelha a actividade positiva que a empresa teve.

P. Sr. Director, que engenharias realizaram para o incremento de aproximadamente 40% de rendimento em relação ao ano 2009?

GJ. Trabalho de organização interna essencialmente.
Durante o período de crise tivemos que nos reestruturar, técnicos e trabalhadores da empresa, todos contribuíram. Constituímos um comité para a gestão da crise, com a participação, não só das lideranças de topo e intermédias, mas como também de técnicos e engenheiros.
Procedemos também uma análise exaustiva de toda organização da empresa.
Avaliámos o que podia ser mantido e eliminado, racionalizamos na óptica de redução de custos, como também executamos uma estratégia de vendas. Trabalhamos com os bancos para financiar as nossas despesas correntes e constituímos estoques. Fizemos diligências com os compradores e tudo isto fez com que tivéssemos gradualmente uma recuperação nos preços e uma redução nos custos que nos permitiu sair da situação difícil.

P. Com os ganhos que Catoca obteve em 2010, o quê que o trabalhador vai ter como beneficio e fala-nos também do crescimento da empresa em termos de expansão?

GJ. Neste momento estamos a trabalhar para a reestruturação global da empresa. Pensamos a longo prazo. Estabelecemos, muito recentemente, o plano estratégico para os próximos dez anos consubstanciado no aumento da produção, da diversificação das operações mineiras, (mediante a intervenção em outras minas), da melhoria do nosso sistema de comercialização de diamantes e, acima de tudo, da nossa organização interna, (capacitação das pessoas).
No programa dos dez anos existe a componente de recursos humanos. Um plano de desenvolvimento de recursos humanos da empresa de forma integrada que contempla todos os aspectos ligados à gestão da força de trabalho e culmina efectivamente com os benefícios e compensações para as pessoas. É isto que motiva e retêm os talentos.
Estamos a trabalhar para que os colaboradores da empresa sejam compensados e convenientemente remunerados e estou convencido de que se vão resolver os problemas que surgem no dia-a-dia.

P. Os salários e outros benefícios sociais que Catoca oferece satisfazem os trabalhadores?

GJ. É evidente que não se pode dizer que toda gente esteja satisfeita com os níveis de compensações que têm. Não estamos a falar só dos salários, existem outros complementos que fazem parte dos encargos com a força do trabalho.
Naturalmente, as pessoas não estão permanente e integralmente satisfeitas com o que vencem. Elas almejam sempre mais. Neste momento existem níveis de compensação possíveis e estamos efectivamente a concluir o trabalho de benefícios e compensações. Faz parte do programa de gestão integrada de recursos humanos e estamos absolutamente convencidos de que vai melhorar o nosso sistema de compensações.

P. O Conselho da Administração da Endiama apostou a dar mais concessões a Catoca. Quais são os custos destas empreitadas e qual a responsabilidade que se acresce a empresa?

GJ. Está-se a trabalhar com a Endiama para nos serem outorgadas novas concessões.
Neste momento existem 7 novas concessões que nos foram atribuídas. Estão localizadas nas Lunda Norte e Sul, Bié e Kuanza Sul. São concessões para realizar investigação geológica e mineira.
Existe orçamento para os dois próximos anos, 2011/12, que é de cerca de 20 milhões de dólares. Ainda não se pode dizer se vamos converter essas concessões de prospecção em minas porque para que tal aconteça é necessário que existam lá os recursos minerais e que sejam economicamente exploráveis. Depois dos trabalhos vamos definir quais as áreas que eventualmente serão abandonadas e as que vão continuar.
É uma responsabilidade maior e estou convencido que Catoca e seus trabalhadores vão, como já demonstraram, conduzir ao bom porto estes novos empreendimentos.

P. Quanto a Visão Catoca 2020?

GJ. Estas novas concessões já fazem parte da nossa visão para os próximos dez anos.
Estamos a tratar do planeamento da empresa e definimos que para além dos próximos dez anos e de melhorar operacionalmente Catoca, precisamos também de crescer. E isto passa por investimento e trabalho para criar mais minas.
Neste âmbito há trabalhos com os sócios de Catoca e o Governo no sentido de diversificarmos as operações mineiras tanto em Angola como no exterior do país.

P. Há países em vista?

GJ. Temos estado a pensar no Zimbabué e Congo (Democrático) são países próximos. Mas a prioridade é Angola.

P. Fala-se que o investimento global deste projecto está acima de 1 bilhão de dólares. Algum comentário?

GJ. Não! É muito cedo falar do investimento para projectos ainda inexistentes. O que devo referir é que nós fixamos como número de facturação da empresa no ano 2020, qualquer coisa como 1,3 mil milhões de dólares. Portanto isto é o volume de facturação global que a empresa deve ter no ano 2020.

P. Catoca é parceiro ideal do Governo local. Como estão os investimentos nos domínios de saúde, educação energia e água, agricultura e em outras áreas sociais?

GJ. Isto não deixa de ser de facto uma preocupação. Continuamos a trabalhar com o governo no sentido de identificar acções que possam melhorar o nível de vida das pessoas da região e muito particularmente das populações circunvizinha ao projecto. Temos consciência dos níveis de pobreza existentes na região. O nosso programa com o governo passa necessariamente por criar condições de auto sustentabilidade nas pessoas.
Em carteira estão alguns projectos como o fomento da agropecuária e a correspondente industrialização dos produtos do campo, assim como a piscicultura.
Continuaremos também a trabalhar nos domínios da educação, da assistência às crianças, entre outras. As acções são enormes porque o nível de carência é grande e tudo o que nós podermos fazer para minimizá-las vamos fazer.

P. … Contribuição de Catoca aos cofres do estado.

GJ. Catoca tem cumprido com as suas obrigações. O que é do Estado é sagrado. As nossas contribuições são sempre superiores a 100 milhões de dólares por ano.

P. Perspectivas?

GJ. Trabalhar na diversificação das operações, mais projectos, etc., são exemplos do nosso empenho e vontade no sentido de continuarmos a ser uma referência em Angola.

P. Quanto ao programa de out sorcing vigente na empresa, o que se lhe oferece dizer?

GJ. É um processo inevitável que contribui efectivamente para criação de riquezas para o desenvolvimento das pessoas, fomento empresarial e de empregos, etc.
Do ponto de vista interno também foi uma actividade muito importante para nós, ficamos com mais tempo para tratar efectivamente do nosso core business, que é a exploração e comercialização de diamantes.
O processo é positivo, algumas empresas têm ainda um menor ou maior grau de dificuldades, mas estão a organizar-se tendo em conta o facto de serem instituições novas. O balanço é positivo.


 
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