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MULHERES DE CATOCA DEFENDEM DIÁLOGO PARA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS SOCIAIS

 

A segunda Conferência do Colectivo de Mulheres de Catoca, defendeu, a 20 de Outubro/17, a necessidade de as mulheres abraçarem o diálogo, como elemento fundamental na resolução dos problemas que afectam a sociedade.

Num evento concorrido por cerca de oitenta participantes, entre colaboradoras da empresa e vários outros convidados, foram analisadas temáticas ligadas aos riscos, formas de prevenção do cancro da mama e do colo do útero e o combate à violência doméstica.

Chamado a proceder a abertura do evento, o Director Geral Adjunto de Catoca para a área Técnica e Financeira começou por reconhecer a pertinência da realização do encontro que, no seu entender, "justifica o nível de responsabilidade do Colectivo de Mulheres de Catoca na moralização da sociedade".

António Galiano Celestino repudiou a prática da violência doméstica no seio das famílias, atitude que considera “clara violação dos direitos humanos, motivados por alguns aspectos culturais e que resulta na sua maioria, na desestruturação de muitas lares".

Por outro lado, o gestor apelou aos presentes para observarem os cuidados a ter em conta na detecção e prevenção do cancro da mama e do colo uterino. "A solução reside no diagnóstico precoce, para um melhor acompanhamento por parte dos serviços de saúde".
"Os governos, os organismos internacionais, as empresas, as instituições de ensino e pesquisa e a comunicação social devem assumir um compromisso de rejeição à convivência com o câncer," reforçou António Celestino que manifestou, na ocasião, a disponibilidade da direcção da empresa em continuar a apoiar iniciativas do género para o bem-estar da comunidade empresarial e social.

A interacção entre prelectores e a plateia avivou o interesse para as abordagens temáticas. A oncologista Albertina Manaças alertou à necessidade de se manter um estilo de vida caracterizado por hábitos alimentares saudáveis, abstenção ao consumo de álcool e tabagismo, entre outros factores de risco. Uma outra situação a ter-se em conta, explicou a especialista, é o histórico familiar, constante entre os casos mais comuns.

A amarga experiência partilhada por Palmira Baptista, quando em meados de 2010 descobriu os primeiros sinais da presença de cancro da mama no seu organismo, remeteu a uma reflexão profunda todos os presentes. A jovem que actualmente encontra-se livre da patologia fruto do tratamento a que foi submetida, é testemunha viva de que “a doença existe e a melhor forma de despiste é a prevenção”.

Os procedimentos para a detecção precoce da doença marcaram pela positiva Gisela Roque, técnica administrativa de Catoca, que se vê comprometida em praticar os exercícios recomendados pelos especialistas e disseminar a informação às comunidades, opinião corroborada por Leodmila Silva e demais participantes ao certame realizado em uma das unidades hoteleiras de Luanda.

"Foi uma actividade muito produtiva, porque abordou temas muito pertinentes para nós as mulheres. Preocupa-me o número de pessoas afectadas por cancro que cresce diariamente. Pude aprender a identificar os primeiros sinais a partir do autoexame, o que facilita a prevenir, controlar e até mesmo curar," sublinhou Leodmila Silva.

CANCRO DA MAMA ENTRE A POPULAÇÃO MASCULINA
Ao contrário do que habitualmente se pensa, o cancro da mama também pode afectar a população masculina. A incidência da doença sobre os homens, demonstram os médicos, é de um por cento em todo o mundo. Significa que em cada cem casos diagnostica-se um homem com a patologia de cancro mamal.

Este dado prendeu a atenção de Joel Francisco, técnico de Compras, que, preocupado com a situação, assume o compromisso de fazer fluir a informação a outros homens e “jogar duro” na prevenção. Recomenda igualmente o diálogo nos relacionamentos, para se evitar a estigmatização a que estão expostas as mulheres nos tempos actuais.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
O combate cerrado à violência doméstica também esteve em evidência na Conferência em que, mais uma vez, foi apontado o diálogo nas famílias como elemento imprescindível para se ultrapassar o flagelo que tem devastado muitas famílias em Angola.

A chefe do Gabinete de Combate à Violência Doméstica, Conceição Nhanga, mostrou-se animada com a queda acentuada do número de ocorrências encaminhadas àquela instituição nos últimos anos em que nota mais conhecimento por parte da população sobre as formas de prevenção do fenómeno social.

Nhanga valorizou ainda os esforços empreendidos pelo Estado e seus parceiros na veiculação da informação, uma caminhada que, segundo ela, deve juntar outras sensibilidades da nacção. "Graças ao trabalho que as instituições foram realizando, hoje as pessoas estão mais consciencializadas. Já dominam melhor o fenómeno e já sabem que passos a dar quando acontecem tais situações".

Reconheceu igualmente a prevenção, com base no diálogo, como o “meio ideal” para prevenir o fenómeno social, no actual contexto da globalização, em que a gritante perda de valores morais dificulta a tarefa. Perante o quadro encoraja Catoca a continuar com acções de género, como forma de divulgar a legislação vigente e outras metodologias de combate. "Este evento é uma dessas metodologias porque assim há possibilidades de divulgar a lei, informar as pessoas," apelou a carismática prelectora, muito aclamada, por sinal.

Joel Francisco, um dos poucos homens presentes no evento defendeu ainda a mudança de mentalidade por parte dos homens, no sentido de pautarem por atitudes pacifistas na gestão dos conflitos no lar. Outra vez, elegeu o diálogo como elemento fulcral. "Nós os homens devemos mudar de comportamentos e evitar interferências externas nas famílias. Ser responsáveis o suficiente para gerir os problemas dentro do lar," concluiu Joel, solicitando mais acções que visem a emancipação da mulher.

O evento decorreu sob lema “É Tempo de Demonstrar Amor a Vida... Previna-se, Você é um Diamante” inscreveu na agenda vários temas ligados ao “Cancro da mama, do colo do útero, violência doméstica nas suas mais variadas facetas, fuga à paternidade e o papel da igreja na consolidação das famílias” entre outros. Benedito Paulo Manuel, Director-Geral Adjunto para a Área Social, procedeu ao encerramento do evento.




 
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