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LUANGUE: NOVA BASE DÁ VIDA À CONCESSÃO

 

Entre tendas e escombros deixados pelo antigo operador nasce a Nova Base do Luangue. As 9 tendas que abrigam hoje o efectivo de especialistas técnicos e auxiliares que dão vida à concessão diamantífera do Luangue passarão brevemente para a história. Um complexo de novas residências contentorizadas está a ser montado para conferir melhores condições de habitabilidade e de trabalho aos prospectores.

Quando estiver terminado, o complexo vai comportar sete dormitórios, um posto médico, escritórios, gabinete de telecomunicações, lavandaria e WC´s, cozinha e refeitório, uma estação de tratamento de água, bem como um espaço para Lazer, explicou Amaro Barbosa, responsável pelas Novas Concessões de Catoca. Também em instalação está uma antena repetidora do sinal de telecomunicações.

Enquanto as obras de adaptação e solda dos contentores prossegue, noutra frente os prospectores não dão tréguas ao trabalho. “Já estudamos o material velho, deixado pelo antigo operador da concessão e dentro de poucos dias vamos começar a perfuração de poços para determinar a existência ou não de kimberlitos”, disse S. Estanilalav, especialista russo em prospecção.

A concessão do Luangue, província da Lunda Norte, é atravessada pelo rio Luangue que viu a ponte arrastada pela fúria da água. Tal situação dificulta os trabalhos de sondagem na margem norte, onde os dados preliminares apontam para ocorrência de kimberlitos. Até que a situação seja contornada, a solução tem sido percorrer mais de cem quilómetros de distância.

MÃO-DE-OBRA
Dezoito nacionais entre administrador das instalações, auxiliares de prospecção, seguranças e auxiliares de cozinha, e ainda 4 especialistas expatriados compõem o efectivo que procura no Luangue o que a natureza oculta aos homens. Em tempos não muito recuados, Luangue já teve vida duma mina que prometia crescer. Segundo António Sebastião, ex-operador de equipamentos, o antigo investidor tanto pesquisava como também fazia uma exploração aluvionar. Mas tudo foi deitado à baixo com a retirada da empresa e, durante alguns anos, apenas os garimpeiros frequentavam a área que foi adjudicada à Catoca e parceiros.

O GARIMPO E O PERIGO QUE ENCERRA
Na margem do rio Luangue, numa toca vertical com cerca de vinte metros de profundidade, com galerias que se estendem no subsolo que o homem nem sabe determinar a extensão, sai Alfredo, jovem de aproximadamente 23 anos. Acabou de fornecer cascalho, cerca de meia tonelada, aos colegas que estão por cima do monte de terra avermelhada.
- Quantas pedras podem encontrar neste monte de terra? Indagamos.
- Há vezes que só encontramos duas pedras pequenas de mil.
- Mil dólares?
- Seria bom, mais velho. - Respondeu irónico. - Mil kwanzas que nem chegam para comprar almoço.
Alfredo e mais dois companheiros estavam naquele buraco há já duas semanas e ainda não tinham conseguido o que procuram. Uma pedra rentável que lhes resolva a vida.
- Nunca conseguiram uma pedra de 15 quilates?
- Mais velho, assim tratam carinhosamente, se tivéssemos conseguido, mesmo que fosse de 5 quilates já não estaríamos aqui.
Noutro lado do monte, uma terreno propício a desabamentos devido à chuva e às inseguras galerias, estavam outros jovens em número que ia até duas dezenas. Uns no subsolo e outros cá em cima recebendo o cascalho. Um trabalho perigoso que já levou á morte muitos jovens na flor da idade.
Alfredo e companheiros estão esperançosos que as prospecções desenvolvidas por Catoca surtam efeito e que a exploração mecanizada de diamantes “recomece”, para darem a sua contribuição.
“Alguns de nós já trabalharam na BHP que estava a prospectar e a explorar aqui. Uns já tinham 4 anos de serviço, mas, quando veio a crise, tudo acabou. Até mesmo as casas os homens partiram antes de se irem embora”, explicou Alfredo.


 
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