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Sobas abençoam Luangue

 

Na região leste-nordeste de Angola é tradicional a bênção das autoridades das aldeias próximas aos projectos diamantíferos. O ritual consiste em jogar bens alimentares ao rio ou noutro lugar próximo ao local onde o Projecto é implementado.

No âmbito da implementação do Projecto Luangue, comparticipado por Catoca, na província da Lunda Norte, a equipa que coordena os serviços nas Novas Concessões deslocou-se, a 15/08, ao referido Projecto para a realização do ritual tradicional, junto ao rio Ngombo.

Altair de Oliveira, chefe do comité para Novas Concessões de catoca, Agilson Bartolomeu, representante da ENDIAMA; membros da administração do Lubalo, autoridades tradicionais, e outros responsáveis de Catoca presenciaram o acto.

O administrador da Comuna de Luangue disse que apoia a iniciativa de Catoca em implementar o Projecto na sua circunscrição, visto que vai permitir o desenvolvimento sustentável da população da comuna que dirige, em particular, e do município do Lubalo, em geral.

"Estamos convictos de que a exploração deste Projecto irá beneficiar o país inteiro, a província, o Município e a Comuna", disse Agostinho Samuvumbo que acrescentou ser o desemprego um dos principais problemas das populações sob sua jurisdição.

Por seu lado, o soba da regedoria Muambumba, instou os representantes de Catoca e associadas a honrarem com os compromissos assumidos com as comunidades circunvizinhas no que toca à responsabilidade social do Projecto.

"Temos certeza de que Catoca vai fazer o melhor em prol das comunidades circunvizinhas ao Projecto, mas nunca é demais apelar aos nossos dirigentes de Catoca que, nas aldeias que circundam o Projecto há muitos jovens capazes de trabalhar", recomendou Alfredo Mbumba.

"Ouvimos o vosso pedido, que será respondido assim que o Projecto estiver no momento da Exploração, já que, de momento, o trabalho é ainda de prospecção. Os técnicos estão a trabalhar a fim de nos darem respostas. Só assim é que os problemas que nos apresentaram serão resolvidos", respondeu Agilson Bartolomeu, representante da ENDIAMA no Projecto Luangue.

Momento do ritual

Com cânticos tradicionais, conforme mandam os costumes e a tradição, os sobas perfilaram junto à margem do rio Ngombo, com um galo, feijão, uma nota de dez kwanzas, cigarros, grãos de café e outros bens jogados ao Rio, em sinal de apelo à prosperidade do Projecto Luangue.

Soba Loureço Agostinho, coordenou o evento, e disse que "está tudo pronto. Abençoamos o rio dos nossos antepassados que ouviram a nossa oração para os diamantes saírem com abundância" assegurou.

Base do Luangue em estudo

A equipa de Catoca que acompanha as Novas concessões, analisou, dia 15/08, no Luangue, as formas possíveis para a construção da base do referido Projecto. Questões como a estação de captação de água e o seu tratamento, condições ambientais e de lazer, entre outras, foram analisados "in situ" pela equipa coordenado por Altair de Oliveira. Posteriormente, o grupo deslocou-se ao município de Cacolo, onde apreciou o estaleiro da empresa interessada na construção da base de apoio aos trabalhos do Luangue. As questões de alojamento dos trabalhadores que efectuam a prospecção do Projecto Luangue mereceram igualmente uma apreciação da equipa.

Pesquisas em bom ritmo

Os trabalhos de prospecção nas concessões de Gango e Quitubia (Kwanza-Sul) e Luangue (Lunda Norte) caminham a bom ritmo, fruto do engajamento das equipa que actuam nos referidos Projectos. A confirmação vem do Eng. Estêvão Mendes, à margem do ritual realizado pelas autoridades tradicionais do Luangue (município do Lubalo).

"Os trabalhos que estamos a fazer, programados pelo Departamento da Geologia de Catoca, correm conforme orientado e os indicadores que temos, encorajam-nos cada vez mais", disse o geólogo sénior.

De acordo com o especialista, "a recolha das amostras de pequeno e grande volume e outras análises permitir-nos-ão passar à fase seguinte que é a da prospecção aéreo-geofísico e da geofísica terrestre. Só assim poderemos considerar concluídos 80% da pesquisa feita", esclareceu.

Marçal Vigário, Chefe do GPPCT, reconhece que a equipa no terreno está a trabalhar arduamente para apresentar os resultados que se esperam.

"A instalação dos equipamentos e máquinas depende dos estudos em curso. E a parte de geologia está a ser feita para que os passos seguintes sejam ditados pelos anteriores" explicou.

Quanto ao número de trabalhadores que fazem dos trabalhos de pesquisas, o projecto Luangue conta com 23 angolanos que foram recrutados na comuna sede e quatro expatriados russos especializados na prospecção de diamantes.

Angelino Sérgio Mendes trabalha no Luangue e elogia a iniciativa de Catoca que espera recuperar o Projecto que ficou paralisado muitos anos devido a crise financeira internacional que levou à falência muitos projectos diamantíferos nacionais.

"Estou a dar o meu máximo para que, se o Projecto funcionar e albergar jovens, venha a ter o meu emprego garantido", disse.



 


 
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